Leilão de imóveis: Deus me livre, mas quem me dera....



Você já pensou em arrematar um imóvel em leilão, mas teve medo? Não deixe isso te impedir de ganhar dinheiro!


O momento de pandemia que estamos vivendo e também os próximos meses serão muito propícios para arrematar imóveis, uma vez que como houve uma desvalorização do mercado imobiliário com a crise, uma nova onda de valorização se aproxima.


Você já imaginou quantas pessoas, famílias e negócios foram impactados com a pandemia do novo coronavírus? Houve desemprego, redução de salários, baixo faturamento e até fechamento de empresas em alguns setores, o que gerou um efeito cascata, deixando muitos devedores na praça.


Mas, assim como muita gente perdeu recursos, muitos foram aqueles que aproveitaram a oportunidade para ganhar dinheiro e até investir. Afinal, em momentos de crise, o dinheiro não some, ele apenas troca de mão...


O mercado imobiliário sempre foi um grande atrativo. Você já ouviu a frase: “quem compra terra, não erra”? E, dentro deste cenário, o leilão de imóveis é uma excelente oportunidade.


Os imóveis vão a leilão por diversas razões, como dívidas de condomínio, de financiamento imobiliário, de IPTU, dívidas trabalhistas e até produtos de crime.


Investidores e pessoas com capital disponível tem uma chance excelente pela frente, afinal há uma grande oferta de leilões de imóveis no mercado, a concorrência na disputa dos lances está baixa, justamente em virtude da crise, e as perspectivas de ganho para este investimento é de curto a médio prazo.


O imóvel arrematado por um valor até 50% abaixo da avaliação, pode ser vendido ao preço de mercado, alugado para gerar renda, ser usado como moradia ou até para estabelecer um negócio próprio. Muitas vezes é a realização do sonho da casa própria ou um investimento puro e simples.


Mas há riscos? Sim. Se aventurar por si só, ao invés de um ótimo negócio pode se tornar uma grande dor de cabeça. Por exemplo, você pode achar que está comprando um apartamento com garagem, quando, no entanto, apenas o apartamento está indo a leilão e a garagem está em outra matrícula, o que pode não ser tão vantajoso. Outra situação, você achar que está comprando um imóvel, quando apenas o que está indo a leilão são os direitos de crédito que o devedor possui sobre o imóvel, e você acabar arcando com um dívida que não estava esperando.


Entretanto, esses e outros riscos podem ser verificados, analisados e mitigados por um advogado especializado.


Portanto, desconfie de facilidades e retornos espetaculares. É claro que o retorno vem, mas não sem riscos e sem investir em uma boa assessoria jurídica.


Afinal, ninguém quer que a expectativa de hoje seja a frustração de amanhã.


Vou deixar algumas dicas básicas, mas que não dispensam a assessoria de um especialista, caso você tenha interesse pelo assunto:


  • Leia, minuciosamente, o edital do leilão;

  • Analise a matrícula do imóvel;

  • Verifique se há ações judiciais envolvendo o imóvel leiloado;

  • Observe se as dívidas relacionadas ao imóvel serão pagas pelo arrematante ou com o produto da arrematação;

  • Contabilize os custos extras que terá com a arrematação (comissão do leiloeiro, ITBI, registro em cartório, desocupação etc.)

  • Não tenha pressa, nem ansiedade.


O imóvel não deve ser arrematado somente por empolgação. Assim, depois de todos esses cuidados, se “lance”. E se tiver medo, se agarre a um advogado especializado e vá com medo mesmo!!


Conteúdo produzido para Seleção de Novos Colunistas do blog Mariana Gonçalves - ano 2020.



Advogada Marina Lima

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