• Brenda Alves

O “fenômeno” dos microapartamentos em Fortaleza. Bom ou mau negócio?


Em algumas cidades, como São Paulo, microapartamentos de 35 metros quadrados ou até menos já são comuns a algum tempo e não "assustam" o mercado consumidor de imóveis do local.

Já aqui em Fortaleza, este perfil de microapartamentos ainda é um fenômeno razoavelmente novo. Apesar de já existir um ou outro empreendimento neste perfil construídos ou próximos do fim da construção, o que se tem percebido é um aumento das discussões acerca deste tipo de produto e de seus consumidores.


Diante das “novidades” sobre este tipo de imóvel, aqui vão 3 perguntas e respostas sobre os microapartamentos.


Mas o que é que caracteriza estes microapartamentos?


Ora, como o próprio nome diz, aqui a área útil privativa é pequena e numa tentativa de compensar isso, os construtores buscam oferecer facilidades dentro do próprio empreendimento e no entorno, como atrativos para a venda.


Uma das principais características deste tipo de apartamento é a localização, já que costumam ser situados nas áreas mais privilegiadas da cidade ou mais próximas de centros comerciais, de modo que o comprador fique perto do trabalho e/ou de locais de lazer. Isso tem impacto direto no comércio e serviços localizados na região próxima que acabam por se beneficiar da nova vizinhança e dos moradores que surgem no local uma vez que o empreendimento é concluído.


Outra coisa que agrega valor a estes imóveis e é uma característica marcante destes imóveis são as facilidades do condomínio, como, por exemplo, lavanderia compartilhada, salas de reunião no prédio, academia, uso de tecnologias como portaria eletrônica, elevadores Smart, dentre outros.


E quem são os consumidores e potenciais compradores deste tipo de imóvel?


O principal público alvo deste tipo de imóvel tem sido os jovens adultos que buscam sair da casa dos pais e iniciar suas vidassozinhos, mas passam o dia fora de casa e o que mais querem no fim do dia é sua casa com proximidade do trabalho para que tenham uma redução de custos e de tempo com deslocamento.


Ao mesmo tempo desejam morar "perto de tudo", já que o supermercado fica a 4 quarteirões, a padaria a 2, os restaurantes favoritos a 1 ou 2 quilômetros, a academia e a lavanderia ficam no seu prédio. Enfim, o perfil consumidor deste tipo de imóvel deseja comodidade.


No fim das contas, comprar este tipo de imóvel é um bom ou mau negócio?

A resposta é: depende!


Por um lado, um dos benefícios da pouca metragem é que o preço total é mais acessível, considerando o alto preço de imóveis, mas ao mesmo tempo a boa localização e valorização do entorno torna o preço do metro quadrado mais caro.


Sob este ponto de vista de acessibilidade do preço, o imóvel é atrativo para os jovens, que são o principal perfil consumidor deste tipo de imóvel, mas que muitas vezes tem baixo poder aquisitivo e sofrem com dificuldades de acesso a crédito para a compra de um primeiro imóvel, já que estão em início de carreira e ainda com um padrão salarial não tão alto.


Em razão desta dificuldade de crédito, algumas construtoras até oferecem atrativos, como planos de pagamento e promoções com unidades mobiliadas com móveis projetados e pensados para se adequar ao pequeno espaço. Existem ainda algumas com planos para alugar as unidades por um período, e posteriormente, o locatário tem uma opção de compra do imóvel, amortizando os aluguéis pagos no período do saldo devedor total para compra do imóvel.


A dica, seja qual for a situação, é pesquisar e se programar, pois a compra de um imóvel é escolha e assunção de obrigações por um longo prazo para a maior parte da população.


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