O que é Gentrificação?

Atualizado: há 2 dias



Inicialmente, vamos esclarecer a que se refere esta terminologia: Expressão inglesa - “gentrification”, relacionada à nobreza e vista como elitização de uma área, através de enobrecimento de áreas antes periféricas.


Áreas não planejadas, fruto de expansão descontrolada como invasões em áreas de risco, ocupações irregulares ou em áreas sem sistema de saneamento, asfalto, iluminação pública; e, portanto, desvalorizadas; são as que são mais atingidas, em sua maioria.


Tem como conceito, o processo de urbanização que atinge região ou bairro pela modificação do espaço, valorizando a região e afetando áreas periféricas, ou seja, é o fenômeno de transformação urbana que retira moradores de bairros com populações de baixa renda e transforma tais locais em áreas nobres.


Mais do que um processo, é uma consequência de ação pública ou privada, que altera a composição de uma localidade. Obras do poder público podem acarretar esse processo.


Provavelmente, você lembrará de algum local da sua cidade que já passou por isso, pois fatos como este, podem ser observados em muitas capitais brasileiras.


Assim, o tema é de extrema relevância pois se refere à ocupação humana e imobiliária nas cidades.


Como funciona e o que provoca?


Indaga-se se o processo é natural ou não, porque essa alteração do espaço urbano é entendida como manifestação da globalização.


Com o passar dos anos, ocorre a descentralização com expansão de outras áreas chegando à tais regiões carentes, que por sua vez começam a se valorizar com melhorias, e em consequência, o custo de vida aumenta e as pessoas que ali viviam, são expulsas pela incapacidade financeira de arcar com os novos custos, passando a residir em locais ainda mais isolados e sem infraestrutura, sendo a dinâmica de deslocamento dos mais pobres afetada sobremaneira com o deslocamento involuntário, influenciando o desenvolvimento urbano.


Derivam desta reorganização espacial acentuada, a valorização da região e modificações no ambiente, redefinindo o espaço geográfico e atraindo grupos sociais mais abastados.


Por outro lado, a especulação imobiliária é estimulada, propiciando que se adquira os imóveis como grande oportunidade de investimento com a valorização gerada.


E quais efeitos?


O grande desafio, diante dos impactos sociais, seria como conciliar a revitalização dos espaços públicos e conter a segregação urbana, com a troca de um grupo social, por outro.


Também como minorar os abalos ao meio ambiente com demolição de áreas verdes e aumento de poluição.


Por fim, é importante salientar que não se confunde revitalização com gentrificação; a primeira, visa a melhoria mas mantendo os moradores no local; na segunda, nem sempre; e por vezes esses conceitos se confundem, quando a revitalização gera gentrificação – mas isso será abordado no próximo post.


E aí, em sua opinião, a gentrificação é vilã ou não?


Conteúdo produzido para Seleção de Novos Colunistas do blog Mariana Gonçalves - ano 2020.


Advogada Ana Carolina Nagib


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